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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Dança Oriental

Artigo escrito pela bailarina e professora portuguesa Sara Naadirah. Achei muito bom!!!!

Não é possível falarmos de Dança Oriental, nos vários períodos da História, sem se perceber o que é a ela é. Afinal, o que é que significa Dança? E o que é a Dança do Oriente?

A palavra Dança vem da palavra sânscrita “tanha” que significa “alegria de viver”. “Raks” (dança em árabe) deriva da palavra asíria “rakkase” que por sua vez significa “celebrar”. Dançar, em grego: “orce-omai” deriva de “or-muni” que quer dizer despertar!

A dança mais que uma celebração à Vida, é o dizer a nós próprios que estamos vivos e como isso só por si já é maravilhoso! O movimento começa com o simples respirar e fundindo o movimento com o sentimento aí nasce a dança, a forma mais antiga de comunicação.

Para se perceber melhor, vamos recuar aos nossos antepassados, à época pré-histórica.

Não havendo nenhuma documentação escrita que suporte com precisão a dança na pré-história, o Homem deixa-nos algo mais intuitivo, que retrata e nos faz supor como seria a sua dança, ele deixa-nos estatuetas, pinturas e baixos-relevos nas paredes das grutas.

Umas das conclusões que se retira, é que a dança surge, como já tinha referido, como a primeira forma de comunicação. Ela consegue ser anterior à fala e à escrita.

Ao ritmo de um som muito rudimentar que escutava da Natureza, o Homem cedo percebeu que com os movimentos (que surgiam de uma forma inconsciente, intuitiva e natural) conseguia exprimir-se com ele próprio, pois tais movimentos provocavam sensações que não entendia, mas sentia, como por exemplo alegria, descontracção, prazer, dor, excitação, amor, etc… permitindo-lhe passar todas essas sensações também para os outros.

Outra conclusão que também se consegue perceber era o grande respeito que se tinha pela Mulher. Ser estranho e misterioso que produzia Vida. Também cedo se percebeu que a Mulher está intimamente ligada aos Ciclos da Natureza, ela era a representação terrena da Deusa Mãe, aquela que abençoava com a sua fertilidade, alimento, dona da Vida e da Morte. O Homem primitivo tinha uma verdadeira adoração pelo poder da Mulher com um forte cariz espiritual. Acreditavam, sem nenhuma espécie de dúvida, que havia algo superior e divino que “comandava” o mundo. A dança servia também como comunicação, homenagem e agradecimento a essa Deusa que tudo dava, mas que também tudo podia tirar.

O tempo vai passando, e encontramos na época faraônica, um homem culto, inteligente, sábio, sensível à Filosofia e à Arte. O antigo Egito foi uma das sociedades mais marcantes da história universal tão ou, ao meu ver, mais evoluída que as de hoje.

O forte sentido espiritual que adquiriram, foi tão glorioso, que é neste período que a Dança passa a ter um objetivo específico: ela é a ligação com o Divino, praticada em rituais religiosos. É nesta altura que a sua essência é forte e ricamente desenvolvida, de tal maneira, que dura até aos dias de hoje, com o nome de Dança Oriental.

Também através de pinturas, baixos-relevos e inscrições deixados nos templos e nas paredes das pirâmides percebe-se que o antigo Egito era uma sociedade matriarca, onde a Mulher tinha um papel fundamental.

A adoração à Deusa Mãe (que vai adquirindo vários nomes, como por exemplo: Isis, Ishtar, Afrodite, Diana, etc…) continua sendo ela a personagem e o motivo principal em celebrações religiosas onde as mulheres (sacerdotisas) tinham a exclusividade de comunicar com Ela homenageando-a, agradecendo-a, pedindo-lhe favores e proteção através de movimentos com o ventre carregados de simbolismo e energia.

Esses movimentos e arquétipos seriam a base técnica da Dança Oriental que conhecemos hoje. O corpo, principalmente o ventre e anca “desenham” figuras circulares que simbolizam os ciclos da vida (da lua, estações, marés, dia e noite, o nascer, viver e morrer) tão perfeitamente ligados à Mulher (os ciclos menstruais, de fertilidade, de dar à luz). Supõe-se que dançavam em trajes transparentes para uma maior visibilidade dos movimentos e as suas danças eram consideradas sagradas.

Também a música se desenvolve e também ela é tocada pelas mulheres. Começa por uma percussão executada com as mãos, um estalar de dedos, gritos e bater o pé compassados ritmicamente, passando para instrumentos de percussão parecidos com “sagats” mas de madeira, osso de um animal ou marfim. Posteriormente aparece o sistro, flautas, instrumentos de corda e uma maior variedade de instrumentos de percussão.

Embora os principais movimentos tenham resistido até aos dias de hoje, o seu significado, valor espiritual, energético e humano perderam-se. Cabe a cada uma de nós, que usa, para nosso próprio prazer, esta Arte milenar, tentar compreendê-la ao ponto de recuperar o seu significado mais primitivo.

A Dança Oriental é muito mais do que um amontoado de movimentos muitas vezes mal interpretados. Se quiser, Ela ajuda a uma comunicação consigo própria, melhorando a sua vida interior, que com certeza irá refletir-se na sua vida exterior.

Para compreender melhor, transcrevo parte de uma inscrição, de um cântico em louvor Hathor (deusa da dança e música) encontrada num dos templos:

“Nós tocamos as nossas percussões para o Seu espírito,
Nós dançamos pela Sua graça,
Nós vemos a sua linda forma nos Céus,
Ela é a nossa senhora dos Sistros,
Amante dos colares de areia.
Hathor é a senhora do Prazer e do Júbilo,
Amante da Dança, senhora do Sistro e Rainha da Música.
(…)
Senhora de toda a beleza, Amante das preces
Quando os seus dois olhos estão abertos: Sol e Lua
Os nossos corações rejubilam, recebendo a Luz
Hathor é a senhora da Dança Sagrada
Senhora do êxtase – não dançamos para mais nada senão para o seu Espírito…”

E agora reflita: A deusa Hathor é você!!!!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Eventos

Pois é , como nossa 1ª aparição foi um sucesso, vai ter repeteco pra atender pedidos de quem não viu. Dessa vez a apresentação vai ser beneficente em prol do Projeto Arco-Íris em Porto Seguro. Esta entidade tem por fim cuidar das crianças ensinando algum tipo de Arte à elas: dança, música, pintura, bordado, etc... Se você também quer ajudar esta instituição entre em contato com a Srª Lícia pelo telefone (73)8804-6315.
Ainda não temos data certa, mas estamos trabalhando em cima de novas coreografias; portanto, você , que viu a primeira apresentação, não se preocupe. Teremos novidades pra próxima.

segunda-feira, 3 de março de 2008

1° Feira Árabe Cultural de Porto Seguro

Gosta de dança ??? Qual o ritmo??

Pela 1ª vez em Porto Seguro a apresentação será em ritmos diferentes.
Dia 04 de Abril de 2008, no Bombordo à partir das 19:00h será realizado a 1ªFeira Árabe Cultural . Teremos apresentações de Dança do Ventre e Dança de Salão com uma participação de Lambada Zouk e Ula Ula.
Ingressos antecipados e maiores informações com Sheila : 73-88020770. R$ 10,00

Organização: Márcio Botelho.
Apoio: Cão de Mel, Academia Cido Morialle e Rose Campos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Dança do Ventre

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Etimologicamente, o termo é a tradução do inglês americano Bellydance, e do árabe Raqs Sharqi - literalmente Dança do Leste.
A Dança do Ventre é uma dança do Período Matriarcal, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que em sua forma primitiva era considerada um ritual sagrado. Sua origem data de 7000 anos atrás, relacionada aos cultos primitivos da Deusa-Mãe: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos de seu cerimonial (Portinari, 1989).
Suas manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Síria, Índia, Suméria, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães (Penna, 1997).
Sua origem é controversa. É comum atribuir sua origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros - as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns de seus movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contração do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância de sua evolução na Antiguidade.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A importância da primeira roupa

Uma noite mágica. Assim é sua primeira apresentação. Tão importante quanto um baile de debutantes.
Lembre-se que numa apresentação, as atenções estarão voltadas para você e um traje mal escolhido pode trazer sérios problemas.
Para escolher a roupa, a dançarina iniciante deverá agir da seguinte forma:
  1. O primeiro passo a ser tomado é a escolha da cor. Querendo uma roupa mais versátil, use "dourado" ou "prata", pois são cores neutras e combinam com todas as cores de saias e véus.
  2. Evite escolher modelos que estão em capas de CD's, fit6as de vídeo ou até mesmo de livros e revistas. Seja mais original e lembre-se que nem tudo que fica bem em uma pessoa ficará bem em você.
  3. Procure um profissional para criar sua roupa... isto não significa comprar uma roupa muito cara.
  4. Muito cuidado com acessórios. Eles devem ser delicados e de bom gosto .Para fazer uma composição perfeita não precisa parecer uma árvore de Natal.
  5. A roupa deve refletir sua personalidade.
  6. O profissional te orientará quanto à maneira certa de se vestir , levando em conta os fatores pele, tipo físico, cor de cabelos, e até mesmo personalidade.
Tomando estas precauções e se aperfeiçoando sempre em sua dança, tenho certeza que sua apresentação será um sucesso!!!
Quer fazer seu traje personalizado?
Entre contato com Sheila pelo e-mail :byshuatelier@yahoo.com.br

ou pelo telefone: 73-88790770.